domingo, 5 de outubro de 2014

Olhares

Seus olhos.
Ah, seus olhos
Tão puros, inocentes,
Vítimas infelizes de tais quais calorosos e intermináveis eram os nossos beijos,
Tendo que fecharem-se a cada vez, e cada vez.

(Grande pausa)

Ah, seus olhos.
Aqueles encantadores objetos de observar, de olhar, de fitar, de encarar, e de até fingir que não está olhando.

Seus olhos. Seu olhar.
Aquele olhar com o brilho da lua e de todas as estrelas,
Aquele olhar confortador.

Seus olhos.
Aqueles olhos por quais jurei amor eterno,
Ainda que em segredo,
Continuará sendo eterno.
Apesar de cada lágrima minha vertida,
Varrida para minhas bochechas em um trajeto interminável,
Tenha sido por uma má interpretação de um olhar seu.
Aqueles olhos, aquele olhar.
Ou todos aqueles olhares.
Que, mesmo sendo um nada,
Significam tanto.

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