É sim.
É o meu amor.
Lembra?
Só meu!
Meu, meu e meu!
E mais meu!
E de ninguém mais!
Queria ter visto
Tudo o que eu não vi
Queria ter vivido
O passado dos outros
Queria ter chorado outras lágrimas,
Por outros motivos,
Em outros cantos,
Me abraçar em outros travesseiros.
Lamentei por não ter ficado girando na cadeira do escritório do pai quando eu pude,
Por não ter posto o dedo na panela quente de doce de leite,
Por não acordar cedo às quartas feiras para ver desenho animado de manhã.
Por sair do apartamento, ir morar em uma casa.
Por me interessar por meninos,
Por ter feito amizades chatas.
Por ter esquecido de adoçar meu café aquela vez,
Por ter reclamado do sanduíche de cenoura do hospital,
E lamentei o Nescau quente no café da manhã.
De que seria a minha vida, se não de lamentos infantis e sonhos que não fiz?
E agora
Neste lugar
Tão maravilhoso por si só
Dele, não ouso nada escrever;
Quem sabe a pureza deste, não se compara com a pureza das mais simples
Leves,
Calmas palavras.
Em meio a estas folhas marrons, e grama verde,
Que observo sentada nesse balanço
Uma vida calma, tranquila, serena, enfim.
Me espera uma vida interminável, num céu de caramelos sem fim.
Desculpe, amado.
Acho que está chegando a hora.
Eu tenho que partir, para longe.
Eu tenho que ir embora.
Saiba que você, é ótimo,
O melhor amigo que tive,
O melhor amor que pude ter,
E saiba que, pra mim,
Não é fácil assim, te perder.
Espero, que você ache um outro alguém.
Naquela mesma esquina,
Naquele café de mordomia,
Na mesma boa e velha boemia
Que você sempre teve.
Sei que você se vira bem sem mim,
Sabe até fazer miojo, brigadeiro de microondas
E abrir uma latinha de coca cola.
Ah, amado.
Eu queria mudar tanta coisa.
Queria viver tanta coisa,
E deixar de ter vivido outras.
Ter andado mais de balanço,
E ter brincado menos de crescer.
Agora, só tem chuva lá fora.
Mentira, tem sol.
Tem barulho dos carros, do vento batendo nas árvores, das crianças brincando, dos pneus das bicicletas batendo nas pedras da rua.
Ah, eu só espero que você
Se lembre de mim.
E lembre bem.
Lembre sempre.
Não esqueça nunca que você deve se lembrar.
E lembre-se de nunca esquecer.
Estou sem ideia, por isso, vá a merda.
Ainda não tomei banho, estou a feder, então vá se foder.
Estou cansada, quero dormir,
Estou falando bosta, não vou me redimir.
O clima está ficando fresco, mas queria que chovesse afu. Vá tomar no olho do seu cu.
Quem saberia descrever
Aquele brilho nos olhos?
Aqueles lábios rosados,
Os dentes alinhados
E uma leve barba abaixo do pescoço?
Quem poderia decifrar aquele olhar
Tão sedutor, tão perverso e puro
Que me faz delirar?
E quem poderia me dizer porque
Cada vez que meu coração bate
Eu penso em você?
Aquela sua risada que me faz rir, é preciosa.
Aquela sua piscadinha com o olho esquerdo.
Suas mãos fazendo cócegas.
Aquele timbre quando você diz que está cansado. Que acordou de mau humor.
Em seus braços, eu sou uma criança, que pode adormecer tranquilamente a qualquer momento.
Quem sabe, o dia mais feliz da minha vida foi quando eu parei de te chamar. De ligar. De mandar mensagem. O dia em que esqueci o seu nome. Que esqueci os momentos bons, os ruins, os sorrisos, as risadas, os choros e todas aquelas lágrimas. Eu sobrevivi. E, aquele verão, embora doloroso, foi uma das etapas de maior aprendizado que já vivi. E depois, estávamos lá. Todas aquelas roupas, chiques, formais, informais, a festa, as luzes, a bebida, a multidão dançando. E aquela garota no meio da pista, cheia de garotos em volta, estava com o coração leve. Estava com o coração feliz. Ali, você era inútil. Você era um nada. Sinto muito por não ter curtido a música, como eu aproveitei. E ah, eu aproveitei. Nesse mesmo dia, encontrei um novo melhor amigo pra mim. Um novo namorado, um novo amante, uma nova melhor amiga, uma nova vida. E agora, sigo com o slogan dos shampoos infantis da Johnson's baby: chega de lágrimas. Por você, é claro. Eu ainda tenho muito para chorar por outros caras.
Queria ter visto
Tudo o que eu não vi
Queria ter vivido
O passado dos outros
Queria ter chorado outras lágrimas,
Por outros motivos,
Em outros cantos,
Me abraçar em outros travesseiros.
Lamentei por não ter ficado girando na cadeira do escritório do pai quando eu pude,
Por não ter posto o dedo na panela quente de doce de leite,
Por não acordar cedo às quartas feiras para ver desenho animado de manhã.
Por sair do apartamento, ir morar em uma casa.
Por me interessar por meninos,
Por ter feito amizades chatas.
Por ter esquecido de adoçar meu café aquela vez,
Por ter reclamado do sanduíche de cenoura do hospital,
E lamentei o Nescau quente no café da manhã.
De que seria a minha vida, se não de lamentos infantis e sonhos que não fiz?
Meu amor,
Meu moletom no calor.
Meu brinquedo sem pilha,
Meu caminho na trilha.
Teia de aranha,
Criança que faz manha.
Minha barra de chocolate,
Meu molho sem estrato de tomate.
Minha vida e meu coração,
Sou eu pilotando uma ferrari e um avião.
Minha cama, meu colchão,
Amor maior,
Sem explicação.
Papel higiênico, guardanapo,
Minha mãe comprando esparadrapo.
Sem eira nem beira,
Você é a maçã de toda feira.
Bate, bate, coração.
Coração quebra, corrompido.
Isso se deve ao fato de que eu
Me encantei com seu sorriso.
Quando eu falar em fugir de casa,
Arrume as malas comigo.
Bote elas no carro e fique em meu pensamento durante a viagem.
Quando eu pedir silêncio, cale-se.
Ou estou com dor de cabeça,
Ou vocé fala alto demais.
Se eu pedir um abraço,
Me dê um.
Um milhão deles.
Quando a carência bater,
Saiba que eu vou precisar de um travesseiro fofo para adormecer,
Ele será o amor da minha vida e dormiremos abraçados.
Quando eu estiver em prantos, venha montado em um cavalo do Django e me socorra.
Quando eu estiver desolada, me deixe em paz
Mas não sozinha.
E, quando eu fizer besteira (saiba que ainda vou fazer muitas),
Não, não me abandone.
Faça-as junto comigo.
Dê risada. Seja feliz.
Mas do meu jeito e junto a mim.
Cá estou agora,
Em minha cama.
Chorando rios e rios
Por você
Você mal se foi
Mas já deixou saudade.
Sim,
Você deixou saudade.
E está muito enganado se pensas que irei adormecer tranquilamente.
De todos os nossos votos de amor
Ninguém nunca saberá.
Eu só quero que saiba que...
Bem, pois é,
Eu te amo.
Eu sou louca por você!!
E todos aqueles nossos momentos, lindos, juntos,
Chegava a ser quase
Que nem filme porque
Era perfeito.
Do nosso jeito.
E agora, estou aqui.
Sem saber o que fazer
Sem olhar,
Para onde ir?
Sem ter...
Você.
Seus olhos.
Ah, seus olhos
Tão puros, inocentes,
Vítimas infelizes de tais quais calorosos e intermináveis eram os nossos beijos,
Tendo que fecharem-se a cada vez, e cada vez.
(Grande pausa)
Ah, seus olhos.
Aqueles encantadores objetos de observar, de olhar, de fitar, de encarar, e de até fingir que não está olhando.
Seus olhos. Seu olhar.
Aquele olhar com o brilho da lua e de todas as estrelas,
Aquele olhar confortador.
Seus olhos.
Aqueles olhos por quais jurei amor eterno,
Ainda que em segredo,
Continuará sendo eterno.
Apesar de cada lágrima minha vertida,
Varrida para minhas bochechas em um trajeto interminável,
Tenha sido por uma má interpretação de um olhar seu.
Aqueles olhos, aquele olhar.
Ou todos aqueles olhares.
Que, mesmo sendo um nada,
Significam tanto.