terça-feira, 7 de outubro de 2014

Amado

Desculpe, amado.
Acho que está chegando a hora.
Eu tenho que partir, para longe.
Eu tenho que ir embora.

Saiba que você, é ótimo,
O melhor amigo que tive,
O melhor amor que pude ter,
E saiba que, pra mim,
Não é fácil assim, te perder.

Espero, que você ache um outro alguém.
Naquela mesma esquina,
Naquele café de mordomia,
Na mesma boa e velha boemia
Que você sempre teve.

Sei que você se vira bem sem mim,
Sabe até fazer miojo, brigadeiro de microondas
E abrir uma latinha de coca cola.

Ah, amado.
Eu queria mudar tanta coisa.
Queria viver tanta coisa,
E deixar de ter vivido outras.
Ter andado mais de balanço,
E ter brincado menos de crescer.

Agora, só tem chuva lá fora.
Mentira, tem sol.
Tem barulho dos carros, do vento batendo nas árvores, das crianças brincando, dos pneus das bicicletas batendo nas pedras da rua.
Ah, eu só espero que você
Se lembre de mim.
E lembre bem.
Lembre sempre.
Não esqueça nunca que você deve se lembrar.
E lembre-se de nunca esquecer.

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