domingo, 25 de janeiro de 2015

Contos do tempo: o tempo, o amor e a loucura (2/?)

Não suportaria eu
Mais uma noite sem você
Não suportaria eu
Nem sequer um dia
Não suportaria nem a mim mesma
Nessa loucura que é
Querer te ver e não poder

Contos da vida: a dor (I)

Dói.
Mas é claro!
E porquê não?

Dói.
Cada injeção no braço.
Cada dedo queimado na panela de doce.

Dói.
Cada coração partido.
Cada briga deixada de lado.

Dói.
Cada palavra mal entendida.
Cada verso não rimado.

Dói.

Contos da vida: Fome (ato um: odeio falar ao telefone e sempre esqueço o sabor da pizza)

Marguerita
Calabresa
Filé com batata palha
Picanha com alho

Contos da adolescência: mensagem recebida

Eu gosto do teu cheiro. Pra ti pode nao significar muito, mas eu tenho uma coisa com cheiros e seilá, eles são importantes pra mim. E, se eu pudesse descrever teu cheiro eu diria que tu tem cheiro de carinho, afeto, confiança, de abraço e de frio, filme bom, cobertas, inverno e chocolate quente.

Mensagem recebida às 14:36

Contos do tempo: o tempo, o amor e a loucura (1/?)

Preciso te ver
E se não for agora
Melhor que não seja nunca

Contos de um amor humilde

Se você me der teu coração,
Nunca, nunca deixarei ele no chão.
Não vou pisar nem estragar, eu prometo.
Vou guardar em ambiente fresco e arejado,
E não deixá-lo em contato  com o sol.

Se você, se me der teu coração
Vou ler tudo o que diz na etiqueta,
Não vou lavar sem carinho,
Nem pôr na secadora,
Vou deixar ele apenas sob minhas mãos.

Se você me der teu coração,
Eu prometo, eu prometo
Cuidar bem
Se você, se me der teu coração
De longe será o melhor que já ganhei.

Se você quiser me dar seu coração
Eu só aceito depois de ler os termos de uso timtim por timtim.
E, se algum problema acontecer
Pro seu coração, eu compro uma garantia sem fim.

sábado, 3 de janeiro de 2015

contos do amor: hora de dormir

Olha, eu sei que isso vai te assustar ainda mais,
Mas, eu tenho que falar
Isso é bizarro e tudo,
Me sinto em cima do muro.
Não me decido:
Eu falo ou não?

Meus olhos já estão cansados,

Eu nem bebi café,
E já tá tarde
Você deve chegar logo,
E vou poder matar a saudade,
Basta ter fé.
Essa espera é apavorante
Quem sabe, eu preciso de um calmante.
Eu preciso pôr pra fora,
Eu quero falar com alguém.
Eu sei que parece fora da realidade,
Mas, amor, juro,
É tudo verdade,
Eu não durmo enquanto você não chega.
Eu não durmo.
Não durmo não!
E essa espera infinita,
Esse feijão na marmita
Daquele pedreiro lá, me incomoda.
Aquela barata na cozinha,
Aquela buzina no trânsito,
Tudo, tudo é tão ruim
Sem ter você.
E é por isso que eu nunca esqueço,
Sempre que essa espera começa, eu escrevo,
Pra, quem sabe, não pirar de vez.
Você tá lá longe,
Mas eu sonho com você perto,
Tá tudo bem amor,
Eu espero.
Mas é que é sempre o mesmo problema
O que você diria se soubesse que
A tua pequena aqui
Não dorme não?

Pés

Ah, que bom é
Poder deitar e erguer o pé

Contos do amor: engano (II)

Enganei-me ao deixar-te ir
Falando que era besteira.
Na realidade,
Acho que era amor mesmo.

Um conto vermelho

Com aqueles lindos olhos tristes, acompanhada de suspiros, encarava as paredes vermelhas do quarto e, para elas, contava as coisas mais profundas de seu coração. As bochechas, já inchadas, a deixavam com a face um pouco menos ossuda, e ela, perdida em seus pensamentos tão claros e, ao mesmo tempo, tão confusos, que nem percebeu quando seu olhar despencou para o chão. Ainda, submersa naquelas cenas e diálogos de filme, criados por ela, um desejo tão puro, tão sincero, não percebeu quando um ser enxugou suas lágrimas, secou-lhe a face e a carregou no colo, de volta para sua cama.

Um conto do poeta

Ele havia acabado de escrever. Olhou pra mim. Perguntou se eu iria chorar. Fez eu prometer que não derrubaria uma lágrima sequer. Era tarde demais. Eu já estava afundando em lágrimas. E cá estou eu me lamentando profundamente. Dói muito saber que não nos veremos  novamente. Bem, de tudo o que eu poderia falar, escolhi com cuidado algumas poucas palavras: desculpe. Nunca escreverei tão bem quanto você.

Lolita

Eu não posso ser sua Lola para sempre se eu não for para sempre sua.

contos do amor: engano

Não era amor,
Era bobagem.