sábado, 6 de dezembro de 2014

domingo, 30 de novembro de 2014

Quinze anos

Ah,
Que agonia que me dá!
Imagine só,
Se eu eternamente tivesse apenas
Quinze anos.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

contos do amor: um mel e um nojo

Tu é.
É sim.
É o meu amor.
Lembra?
Só meu!
Meu, meu e meu!
E mais meu!
E de ninguém mais!

Criança

Qual é o problema de querer voltar a infância?
Afinal, eu também sinto saudades da minha boneca de pano.
Do meu pirulito colorido,
Do almoço de domingo,
Do joelho ralado da rua,
E do desespero de ir pro banho com machucado novo.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Queda

Cai chuva,
Cai trovão,
Cai teto.
Caem lágrimas.
Lágrimas escorrem pela minha face
Ao lembrar que,
Você não é digno de tais palavras.
Digno das minhas palavras.
Você nunca foi.
Mas tudo bem.
Quem liga, afinal?
Eu estou completamente louca por você
Isso nunca me pareceu tão normal.

Restos de uma vida

Queria ter visto
Tudo o que eu não vi
Queria ter vivido
O passado dos outros

Queria ter chorado outras lágrimas,
Por outros motivos,
Em outros cantos,
Me abraçar em outros travesseiros.

Lamentei por não ter ficado girando na cadeira do escritório do pai quando eu pude,
Por não ter posto o dedo na panela quente de doce de leite,
Por não acordar cedo às quartas feiras para ver desenho animado de manhã.

Por sair do apartamento, ir morar em uma casa.
Por me interessar por meninos,
Por ter feito amizades chatas.

Por ter esquecido de adoçar meu café aquela vez,
Por ter reclamado do sanduíche de cenoura do hospital,
E lamentei o Nescau quente no café da manhã.

De que seria a minha vida, se não de lamentos infantis e sonhos que não fiz?

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Pensamentos entre o vai e vem deste balanço

E agora
Neste lugar
Tão maravilhoso por si só
Dele, não ouso nada escrever;

Quem sabe a pureza deste, não se compara com a pureza das mais simples
Leves,
Calmas palavras.

Em meio a estas folhas marrons, e grama verde,
Que observo sentada nesse balanço
Uma vida calma, tranquila, serena, enfim.
Me espera uma vida interminável, num céu de caramelos sem fim.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Amado

Desculpe, amado.
Acho que está chegando a hora.
Eu tenho que partir, para longe.
Eu tenho que ir embora.

Saiba que você, é ótimo,
O melhor amigo que tive,
O melhor amor que pude ter,
E saiba que, pra mim,
Não é fácil assim, te perder.

Espero, que você ache um outro alguém.
Naquela mesma esquina,
Naquele café de mordomia,
Na mesma boa e velha boemia
Que você sempre teve.

Sei que você se vira bem sem mim,
Sabe até fazer miojo, brigadeiro de microondas
E abrir uma latinha de coca cola.

Ah, amado.
Eu queria mudar tanta coisa.
Queria viver tanta coisa,
E deixar de ter vivido outras.
Ter andado mais de balanço,
E ter brincado menos de crescer.

Agora, só tem chuva lá fora.
Mentira, tem sol.
Tem barulho dos carros, do vento batendo nas árvores, das crianças brincando, dos pneus das bicicletas batendo nas pedras da rua.
Ah, eu só espero que você
Se lembre de mim.
E lembre bem.
Lembre sempre.
Não esqueça nunca que você deve se lembrar.
E lembre-se de nunca esquecer.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Merda

Estou sem ideia, por isso, vá a merda.
Ainda não tomei banho, estou a feder, então vá se foder.
Estou cansada, quero dormir,
Estou falando bosta, não vou me redimir.
O clima está ficando fresco, mas queria que chovesse afu. Vá tomar no olho do seu cu.

Tuas preciosidades

Quem saberia descrever
Aquele brilho nos olhos?
Aqueles lábios rosados,
Os dentes alinhados
E uma leve barba abaixo do pescoço?

Quem poderia decifrar aquele olhar
Tão sedutor, tão perverso e puro
Que me faz delirar?

E quem poderia me dizer porque
Cada vez que meu coração bate
Eu penso em você?

Aquela sua risada que me faz rir, é preciosa.
Aquela sua piscadinha com o olho esquerdo.
Suas mãos fazendo cócegas.
Aquele timbre quando você diz que está cansado. Que acordou de mau humor.

Em seus braços, eu sou uma criança, que pode adormecer tranquilamente a qualquer momento.

Meu mantra é de shampoo

Quem sabe, o dia mais feliz da minha vida foi quando eu parei de te chamar. De ligar. De mandar mensagem. O dia em que esqueci o seu nome. Que esqueci os momentos bons, os ruins, os sorrisos, as risadas, os choros e todas aquelas lágrimas. Eu sobrevivi. E, aquele verão, embora doloroso, foi uma das etapas de maior aprendizado que já vivi. E depois, estávamos lá. Todas aquelas roupas, chiques, formais, informais, a festa, as luzes, a bebida, a multidão dançando. E aquela garota no meio da pista, cheia de garotos em volta, estava com o coração leve. Estava com o coração feliz. Ali, você era inútil. Você era um nada. Sinto muito por não ter curtido a música, como eu aproveitei. E ah, eu aproveitei. Nesse mesmo dia, encontrei um novo melhor amigo pra mim. Um novo namorado, um novo amante, uma nova melhor amiga, uma nova vida. E agora, sigo com o slogan dos shampoos infantis da Johnson's baby: chega de lágrimas. Por você, é claro. Eu ainda tenho muito para chorar por outros caras.

Vida pálida

Queria ter visto
Tudo o que eu não vi
Queria ter vivido
O passado dos outros

Queria ter chorado outras lágrimas,
Por outros motivos,
Em outros cantos,
Me abraçar em outros travesseiros.

Lamentei por não ter ficado girando na cadeira do escritório do pai quando eu pude,
Por não ter posto o dedo na panela quente de doce de leite,
Por não acordar cedo às quartas feiras para ver desenho animado de manhã.

Por sair do apartamento, ir morar em uma casa.
Por me interessar por meninos,
Por ter feito amizades chatas.

Por ter esquecido de adoçar meu café aquela vez,
Por ter reclamado do sanduíche de cenoura do hospital,
E lamentei o Nescau quente no café da manhã.

De que seria a minha vida, se não de lamentos infantis e sonhos que não fiz?

domingo, 5 de outubro de 2014

Amor em versos

Meu amor,
Meu moletom no calor.
Meu brinquedo sem pilha,
Meu caminho na trilha.

Teia de aranha,
Criança que faz manha.
Minha barra de chocolate,
Meu molho sem estrato de tomate.

Minha vida e meu coração,
Sou eu pilotando uma ferrari e um avião.
Minha cama, meu colchão,
Amor maior,
Sem explicação.

Papel higiênico, guardanapo,
Minha mãe comprando esparadrapo.
Sem eira nem beira,
Você é a maçã de toda feira.

Bate, bate, coração.
Coração quebra, corrompido.
Isso se deve ao fato de que eu
Me encantei com seu sorriso.

Eu

Quando eu falar em fugir de casa,
Arrume as malas comigo.
Bote elas no carro e fique em meu pensamento durante a viagem.

Quando eu pedir silêncio, cale-se.
Ou estou com dor de cabeça,
Ou vocé fala alto demais.

Se eu pedir um abraço,
Me dê um.
Um milhão deles.

Quando a carência bater,
Saiba que eu vou precisar de um travesseiro fofo para adormecer,
Ele será o amor da minha vida e dormiremos abraçados.

Quando eu estiver em prantos, venha montado em um cavalo do Django e me socorra.
Quando eu estiver desolada, me deixe em paz
Mas não sozinha.

E, quando eu fizer besteira (saiba que ainda vou fazer muitas),
Não, não me abandone.
Faça-as junto comigo.
Dê risada. Seja feliz.
Mas do meu jeito e junto a mim.

Desculpe, não consegui dormir esta noite...

Cá estou agora,
Em minha cama.
Chorando rios e rios
Por você

Você mal se foi
Mas já deixou saudade.
Sim,
Você deixou saudade.
E está muito enganado se pensas que irei adormecer tranquilamente.

De todos os nossos votos de amor
Ninguém nunca saberá.

Eu só quero que saiba que...
Bem, pois é,
Eu te amo.
Eu sou louca por você!!

E todos aqueles nossos momentos, lindos, juntos,
Chegava a ser quase
Que nem filme porque
Era perfeito.
Do nosso jeito.

E agora, estou aqui.
Sem saber o que fazer
Sem olhar,
Para onde ir?
Sem ter...
Você.

Olhares

Seus olhos.
Ah, seus olhos
Tão puros, inocentes,
Vítimas infelizes de tais quais calorosos e intermináveis eram os nossos beijos,
Tendo que fecharem-se a cada vez, e cada vez.

(Grande pausa)

Ah, seus olhos.
Aqueles encantadores objetos de observar, de olhar, de fitar, de encarar, e de até fingir que não está olhando.

Seus olhos. Seu olhar.
Aquele olhar com o brilho da lua e de todas as estrelas,
Aquele olhar confortador.

Seus olhos.
Aqueles olhos por quais jurei amor eterno,
Ainda que em segredo,
Continuará sendo eterno.
Apesar de cada lágrima minha vertida,
Varrida para minhas bochechas em um trajeto interminável,
Tenha sido por uma má interpretação de um olhar seu.
Aqueles olhos, aquele olhar.
Ou todos aqueles olhares.
Que, mesmo sendo um nada,
Significam tanto.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A bomba

Não desejo ao pior inimigo,
Nem a qualquer ser humano existente
(Ou que já tenha morrido),
Essa chatice de matéria
Que consegue acabar comigo.
No fundo, até a professora sabe
A bela merda que isso é,
Uma chatice sem fim,
Pior que bomba nuclear,
Eu simplesmente não entendo quem gosta
De algo assim.
Elétrons, nêutrons, blá, blá, blá.
Depois eu acabo me matando.
Pense só,
Que iriam falar?
Saiu no jornal, última notícia!
A menina se explodiu
Com a bomba que tomou
Na prova de química.
Me pergunto qual é a graça de escrever sem o anonimato. Escrever em um blog com o seu nome e pronto: basta um conhecido por seu nome no google e bisbilhotar todos os sentimentos escritos, trabalhados, sofridos de minha pessoa. Que grande desacato! Apesar de procurar levar a vida de uma forma simples, não gosto que futriquem em minha vida. Todavia, se criei esse cantinho é porque quem sabe, alguém tão especial quanto eu o ache e, deixe de ser aquele parente estranho que curte minhas fotos no facebook. Portanto, se você já está aqui, sinta-se a vontade: pegue uma xícara de café e bote seus óculos, amarre seu cabelo em um coque e sente-se em uma poltrona. Pode mexer nas minhas coisas. Mas não se assuste: sou louca mesmo. E gosto de ser assim. Ok, tudo bem, se eu continuar falando, escrevo a bíblia e o primeiro livro de Game Of Thrones, então, vou parar. Enfim, é isso. Espero que não se importe de eu assinar como Lola.